segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O lago

Era uma noite de segunda-feira comum, ou quase. No calendário, marcava 31 de outubro, dia do Halloween. Nesse dia, todos comemoravam felizes e alegres, com suas fantasias muito assombrosas batendo em portas e pedindo doces. Ninguém esperava o que estava por acontecer.
Três crianças chamadas Robert, Caroline, Ricardo estavam pedindo doces em uma rua escura que rodeava um lago.
Elas foram pedir doces em uma casa muito estranha e sombria, cujo proprietário era um bruxo. Ele não quis dar nada, e as expulsou dali. Tristes, as crianças caminharam em direção ao rio quando, de repente, uma neblina muito forte começou a descer, deixando as crianças completamente sem visão.
Os pequenos, na tentativa de ir para casa, tropeçaram e acabaram caindo no lago, mas por um motivo inexplicável a neblina começou a ir embora, e a lua cheia começou a iluminar as águas profundas do lago, exatamente onde as crianças se encontravam. De repente, um redemoinho se formou no lago, puxando os três para dentro. Na noite escura, sobrou apenas uma risada de vingança.
Depois de um tempo, começaram a sair de dentro do lago criaturas estranhas que se direcionaram para casa de Robert, Caroline e Ricardo, aterrorizando seus pais que tranquilamente dormiam. Fizeram a maior das destruições mas, quando os pais de Ricardo tentaram se defender jogando uma cadeira nas costas do monstro, o monstro muito irritado partiu para cima deles. Por sorte, a terrível criatura começou a diminuir devido ao nascer do sol e em seu lugar deixou as crianças com uma respiração frágil e cobertas por uma gosma verde.

Lara Pegoraro

Noite de Halloween

Era dia 31 de outubro, Pedro e Carol saíram para pedir doces, pois era Halloween.
Depois de 3 horas, eles já haviam batido em todas as casas do quarteirão. Mas, haviam se esquecido a mansão número 13 no alto da Colina dos Corvos.
Havia muitas lendas sobra a mansão. Entre elas, a de que antigamente um homem terrível vivia ali. Ele sempre matava as crianças na noite de Halloween.
Carol, que não acreditava nessas lendas, saiu correndo em direção ao portão caído do lugar. Pedro, com muito medo, sugeriu voltar para casa. Carol não ouviu o que Pedro disse e seguiu, subindo o morro. Havia muitas árvores assustadoras, com as folhas caídas no chão. O lugar era iluminado somente pela lua cheia.
Pedro, mesmo não gostando da ideia, foi junto com Carol em direção a porta.
Chegando lá, Carol mal encostou na porta e ela já se abriu rangendo.
A menina, assustada, foi entrando na sala de entrada da casa.Ela era enorme, com mobílias finas, de alto valor. Subindo pela enorme e linda escada que rangia a cada passo dado, descobriram um quarto diferente dos demais, pois ele estava vazio, sem nada.
Os dois ficaram curiosos e entraram no quarto. Quando fecharam a porta, uma assustadora neblina densa começou a surgir, e do nada, uma porta negra surgiu na frente deles. Eles abriram e seguiram pelo escuro corredor. No final, havia outra porta igual a anterior. Eles abriram e entraram em um mundo igual ao nosso, mas completamente deserto. Isso era o que eles pensavam!
Seguindo pela rua deserta, deram de cara com um grupo de Zumbis. Eles correram, mas,na outra rua havia vários Vampiros. Com medo, os dois entraram em um velho teatro. Lá encontraram três Lobisomens. Pensaram em fugir, mas logo os Zumbis e Vampiros entraram pela porta. Seguiram em direção a Pedro e Carol e os cercaram...AAAAHHH!
E os dois acordaram em suas camas com o susto de seus próprios gritos de pesadelo.

Andrei Marcelo da Rosa

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A macieira

Os corações estavam pendurados em árvores de maçãs, come se fossem frutos proibidos.
Ela observava tudo atentamente, até que um daqueles corações lhe chamou a atenção. Tinha o nome de seu amado.
Ela pegou o coração e o abriu. Lágrimas molharam seu rosto, fazendo sua maquiagem de princesa desaparecer.
Seu coração estava partido. Ele amava alguém, mas não tinha coragem o bastante para admitir. Ele sofrera muitas vezes, e já não agüentava mais. Causa de seu sofrimento? Ela.
Ela fechou o coração, secou suas lágrimas e pendurou o coração de onde o havia tirado.
Voltou para casa, ligou para ele.
Encontraram-se.
Ela chorou, ele também. Ela se desculpou, ele aceitou suas desculpas. Ela o beijou, ele correspondeu. Ele entregou-lhe seu coração, ela tratou seus sofrimentos e juntou seus pedaços.
E hoje, aquela velha macieira continua com seu verde próspero, seu tronco fortalecido e grandes frutos vermelhos em formato de coração, que até hoje, embelecem a vista ao pôr-do-sol.

Ana Caroline Turcatti

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Antíteses

Você é tão calmo
E eu sou a revolta do mar
Enquanto você tem paciência
Eu sou a erupção de mil vulcões ao mesmo tempo

Enquanto você volta ao passado
O futuro me faz chorar
Enquanto você sorri
Eu me lamento

Eu apenas curto a vida
Você a preserva
Eu tento adivinhar o futuro
Você o conserva

Enquanto você é o silêncio de uma boca adormecida
Eu sou o grito de uma alma perdida

E, mesmo assim, no brilho de um olhar um amor renasceu
Somos diferentes, mas o amor permaneceu

Ana Caroline Cardoso Turcatti

Contradições

Você não tem a fúria, a paz corre em suas veias
Eu já não contenho, tenho fogo na cabeça
É por isso que nos damos tão bem
Mesmo que não pareça

Não somos parecidos, somos apaixonados
Você mudou, eu continuo igual
Sua juventude morreu
A minha apenas nasceu

Não temos ritmo juntos
Mas isso não me abala
O que podemos fazer?
Somos diferentes, e por que não ser?


Lenara de Oliveira

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ainda tem jeito de pensar em amar

A diferença entre duas pessoas
Não importa para dois corações apaixonados
Pois a verdadeira razão de amar
É confiar nos seus amados

Para se apaixonar
É preciso deixar-se encantar
E, assim, o verdadeiro amor
Nos libertar

Uma grande paixão
Nunca é esquecida
Ao viver outra vida

No papel posso colocar
O que no fundo do meu coração
Estava a flutuar


Lara Pegoraro e Andrei Marcelo da Rosa - 601

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pensamento: O amor

O amor é eterno, sua barreira é imensa! Não importa se ele vem uma tsunami contra ele, o amor joga essa onda, longe, longe!
O amor é sobre duas pessoas que literalmente se amam, não importa suas diferenças, seus gostos e o que eles se divertem fazendo!
O amor é tudo! Às vezes,certos amores não dão certo, mas enfrente-o!
Amar-se é a liberdade de ser você mesmo!

Laura Gedoz Godophim - 61

O amor é imenso, para ele não a idade, o que importa é a felicidade!
Para um amor de verdade não basta a humildade, tem que ter sinceridade!
O amor vem principalmente de pessoas diferentes, o que importa é a compaixão existente!

Andressa Colombo Brando - 61

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cada passo, uma escolha

Algumas pessoas, em geral os jovens, pensam que ter um filho não tem nada de mais. Estão errados... Dar a luz é sempre maravilhoso, um passo muito grande para se dar. É o jeito que Deus mostra que o mundo deve continuar.
Nunca pensei que fosse acontecer comigo. Sempre ouvi dizerem que fazer sexo faz parte de nossas vidas. Revistas, filmes e programas de TV dizem o mesmo. Mas o mundo mente para nós. Sexo é uma grande responsabilidade, uma parte em que nos, adolescentes, ainda não estamos prontos.
Quando descobri que estava grávida, muitas vezes pensava que nada fazia sentido em minha vida. Não estava preparada para ter uma criança, pois ainda sou uma. Quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia sozinha, arrependida e com medo. Sentia-me perdida e solitária o tempo todo.
Estava quase no quarto mês de gestação e eu tinha que encontrar algum modo de contar ao garoto que se dizia estar louco de amor por mim que ele seria pai, mas ele agora estava sumido e nem se quer atendia aos meus telefonemas.
Na escola, estava cada vez mais difícil esconder a barriga. Não conseguia mais prestar atenção nas matérias. Ficava pensando no rumo que minha vida havia tomado e as mudanças necessárias. Sairia da escola, arrumaria um emprego... E aí percebi que não se tratava do que era melhor para mim, mas, sim, para o meu filho.
Quando finalmente tomei coragem e me dirigia ao quarto de minha mãe para contar que em breve ela teria um neto... Despertei! Nem eu sabia, mas havia acordado de um longo sonho. Levanto e decido dizer a minha mãe o quanto eu a amo e sou grata por me dar conselhos.
É como se eu vivesse de novo, como se o sonho fosse um aviso de que temos que pensar muito antes de agir. Um alerta de que eu devo aproveitar segundo a segundo a minha vida com muito brilho e valor.

Daine Fritz

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sábado com a Vizinha

Era um sábado igual aos outros, as crianças brincavam na rua e suas mães iam ao mercado. Era um dia perfeito, sem trabalhar, sem acordar cedo, e era quente, seco, com sol, sem nuvens, sem chuva.
- Olá, Terezinha! – gritava a vizinha.
- Olá, Patrícia! – gritava eu de volta.
- Que dia, sol, calor, está perfeito! – cantarolava dona Patrícia, enquanto estendia a roupa.
Eu, caminhando como sempre, lenta, ia ao mercado para comprar minhas saladas. Saia de casa de vestido, sandália, chapinha e nariz empinado. O dia estava lindo: vamos acompanhá-lo. Não precisava de guarda-chuva, ele que descansasse, o coitado já estava fino de tanta tempestade.
No mercado, parecia invenção, as frutas estavam ótimas, tinha quantidade de limão, sai de lá cheia, com dez sacolas na mão.
- Terezinha, Terezinha!?– era Patrícia, a vizinha enjoadinha – Quer esperar, estou indo para casa, não quer me acompanhar?
“ Querer eu não quero, mas adianta negar? O dia esta lindo mesmo, não vou me estressar.”
E assim ela caminhou ao meu lado, sem parar de falar, parecia uma metralhadora,Deus, que mulher linguaruda. Falou do marido, dos três filhos, da Solange, da sogra, da nora, do jardineiro, do seu Aquiles, da Marina, da Luíza, Eduarda, Maria, Sandra, Dudu...Me perdi.
O caminho foi horrível, a Patrícia era igual a narrador, falava rápido, sem respirar, sem pausa, e como ela falava. Acho que falava dormindo, pelas orelhas, comendo, bebendo. Já estava soltando fogo pelas ventas, queria afogar a mulher, se um raio caísse, que fosse na cabeça dela. E o raio caiu.
- Deus não, chuva não, Terezinha vai chover, aí não, SOCORRO, meu cabelo, meu babyliss, NÃO, NÃO, NÃO!
E eu ria, a tagarela estava em pânico, mas água que é bom, nada. Eu queria ver ela molhada, igual a gato escaldado, mas a chuva não vinha.
Nós estávamos passando pela casa do seu Vando, ele estava lavando o carro, com a mangueira, com água. Água? Hum, que tal?
Eu peguei a mangueira e dei um banho na mulher da boca, ela ficou ensopada, e eu? Só na gargalhada.
- Opa, chuva inesperada!


Lenara de Oliveira

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nunca acredite numa pessoa de capuz vermelho: a versão do Lobo Mau*

Vocês já devem ter ouvido falar da história da Chapeuzinho Vermelho, mas é tudo mentira! Eu fui o grande prejudicado desse conto de fadas e todo mundo acredita naquela irritante guriazinha que nem sabe se vestir direito, só usa vermelho.
Me chamo Senhor Lobo Tiberius e moro na floresta com minha esposa Dona Kika, uma lobinha muito linda.
Quando eu era um jovem lobo, minha mãe me disse para ser muito carinhoso com minha namorada e levar sempre uma cestinha de doces para ela e minha sogra. Sempre fui muito romântico e escutei os conselhos de mamãe. Assim, em um lindo dia de sol na Floresta Encantada, estava eu, levando a minha cestinha caprichada para a Kikinha.
Eu cantava alegremente “Quem tem medo da Chapeuzinho, Chapeuzinho...” quando, de repente, aquela menininha pulou na minha frente e disse:
- Passe já sua cesta de doces ou vou assoprar, assoprar e derrubar a casinha da Lobinha e vou pegar minha arma de água e estragar a sua chapinha!
Não queria de jeito nenhum dar minha cestinha, pois tinha gasto muita bufunfa com o presente. Então, eu disse:
- Não posso, essa cestinha é para minha namorada! – e sai em disparada.
Corri para casa da minha lobinha e lá vinha Chapeuzinho. Ela me fez chorar, pois ficava cantando aos berros enquanto me perseguia: “Você nem se depila, seu gorducho! E que dentuço, bocudo, orelhudo e narigudo que você é, seu Lobo Bobo!”
Não sabíamos o que fazer, então minha sogra pegou um spray azul e jogou na Chapeuzinho. Ela saiu correndo, pois via tudo azul e odiava aquela cor mais do que qualquer outra coisa.
Ela queria vingança, então fez duas coisas horríveis: primeiro, pegou uma motosserra emprestada do lenhador e me raspou todinho! Fiquei lisinho e morrendo de frio! E segundo, ela contou para todo mundo que eu é que roubei a cestinha dela e ninguém nunca acreditou em mim.
Mas a lobinha viu tudo e disse:
- Meu herói, meu fofucho! – e me deu uma grande lambida.
Somos felizes até hoje, mas morro de medo que aquela Chapeuzinho venha assustar nossos filhotes lobinhos e roubar minhas cestinhas!

*Conto de fadas recontado

Andressa Colombo Brando, Igor Augusto Salvator, Laura Gedoz De Godolphim - 61

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sonho constante

Ele não queria que ela fosse embora, mas agora era tarde demais.
As escolhas o destino já havia feito, e ele optou por separá-los.
Ele só queria que ela levantasse e lhe desse um abraço apertado, como se naquele momento, o tempo não existisse ou parasse, apenas para gravar cada gesto. Mas ela nunca mais levantaria, também não ficaria estirada no chão para sempre. Ela iria para um lugar onde ele só a encontraria depois que morresse.
O que ele tinha a fazer era chorar, mas nem suas humildes lágrimas a trariam de volta. A vida dela tinha acabado e a dele também.
Como poderia viver sem ela? Como iria aceitar que quando chegasse a casa não a encontraria; que nunca mais eles dariam voltas pelo parque, que nunca mais sentiria seu beijo doce e seu abraço confortador? Como aceitar que ele nunca mais diria “Eu e ela", apenas "eu".
Ele sabia que iria passar um tempo longe dela, mas acreditava que se encontrariam na eternidade e viveriam. Apenas viveriam.
Ele não fazia questão de usar o "viveriam felizes para sempre”. Ele tinha usado essa expressão uma vez, e agora estava ali se lamentando por ter perdido quem lhe fazia feliz.
Mas ele não se arrependia de todas as vezes que eles brigaram, porque todas as brigas acabavam com um beijo. Ele não se arrependia de ter passado tanto tempo ao lado dela,e tinha certeza de que ela também não.
Ele queria gritar por socorro, mas não adiantava. Ela partiu.
Ela tinha partido fisicamente, mas ele sabia que enquanto a amasse, ela viveria em seu coração.
Então, ele pegou-a nos braços e a segurou, esse não iria ser seu último momento ao lado da amada.
Ele foi fechando os olhos... E depois disso... Acordou do lado dela, na eternidade que ele tanto desejava.

Ana Caroline Cardoso Turcatti

Ser Feliz

Ela só queria ser feliz
Num mundo de desilusões,
Viver intensamente e despertar várias paixões
Mas ela não sabia,
o que o destino lhe reservava.
Vivia em tremenda agonia
e de ajuda precisava
Um dia pediu a um anjinho
que lhe mostrasse um caminho,
*mas que não queria trilhá-lo sozinho
Então o anjinho lhe falou:
"Você pode escolher sua mãe, seu pai ou o amor da sua vida"
A pessoa que para você, for a mais querida
Ela chegou em casa, recostou a cabeça no travesseiro e pensou:Se escolher minha mãe vou estar sendo injusta com meu pai, se escolher meu pai vou estar sendo injusta com minha mãe, e se escolher o amor da minha vida vou estar sendo injusta com todos.
Ela pensou um pouco e falou:
"Já encontrei a minha preferida!"
No outro dia, com o anjinho foi falar
ele curioso, apressadamente disse:
"Pode me pode me contar"
Eu escolho Deus, e agora podemos prosseguir,
pois se ele não fosse tão bondoso,não me daria chance de escolher o caminho que devo seguir.

Ana Caroline Cardoso Turcatti

O reencontro

Oliver e Pietra tinham sete anos e estavam na primeira série. Diziam que estavam namorando, mas nem se quer se beijavam.
Mas um dia tudo acabou: Pietra foi embora.
Oliver tentou esquecê-la, mas não conseguia tira-la do pensamento.
Passou-se dez anos e eles já estavam na festa de formatura da escola. Pietra estava na mesma festa de que Oliver.
Pois Pietra estava na cidade fazia um ano, morava do outro lado da cidade e estava em outra escola.
Mas as duas escolas resolveram fazer as festas da formatura juntas.
Lá na festa Pietra reencontra Oliver e os dois começaram a conversar.
Depois Oliver pediu se ela tinha namorado, ela disse que não.
Então logo ele pediu a ela em namoro ela disse que sim e eles começaram a namorar.

Gabriela - 702

Uma última música

Sonhos que fazem ir além
E uma pessoa especial
Que você não vive sem

O destino destrói e as coisas mudam
A dor te corrói e palavras não ajudam
O tempo passa e lembranças te inundam
A pessoa ainda é especial, e ainda te julgam

Uma última música
Para expressar
O amor a dor e a solidão
Sentimentos que inundam meu coração

Sua falta me deixa sem direção
Ver você aqui, minha única ilusão
Sem você aqui comigo, as coisas são sem sentido
Sem você aqui meu mundo fica perdido

Palavras de apoio, momentos em silêncio
Seus abraços, seus lamentos
Seus medos, seus tormentos
Fazem tanta falta, quase não aguento

Uma última música
Para mostrar
Não importa o que aconteça
É ao seu lado que eu vou estar

Não importa onde eu esteja
Se você precisar, chame
Vou sempre estar aqui para te ajudar
Eu te amo, é com você que vou estar



P.S.: Dedicado a um amigo que não está mais aqui.
Lenara

Unidos pela vingança

Joana, morena, alta, olhos castanhos e frios, solitária e de poucos amigos. Jurou vingar a morte misteriosa do irmão.
Estava muito perto do grande encontro.
Depois de arriscar a própria vida para encontrar pistas do assassino, havia lhe encontrado e estava disposta a morrer se fosse preciso, mas antes, terminaria o que havia começado.
Sabia pouco sobre Francis, o tal assassino, mas tudo que sabia era o suficiente para acabar com ele.
Ela não tinha nenhuma qualificação de assassina, mas era extremamente calculista. Cada suspiro seu era friamente calculado.
Mas ela não era tão esperta assim.
Francis lhe vigiava fazia tempo, sabia de cada passo seu e estava pronto para lhe enfrentar.
***
Finalmente, chegou o dia.
***
Frances estava em casa, relaxando, quando foi surpreendido com uma faca no pescoço. Rapidamente virou-se, afastando-se da faca e sacando outra.
Ele já tinha ouvido falar sobre ela, mas não imaginava que ela era tão bonita.
Ele também era lindo. Alto, forte e olhar simpático. Não teria coragem de ferir uma jovem tão linda. Restava-lhe apenas fugir.
Tentou correr em direção a porta, mas ela passou-lhe uma rasteira.
Frances caiu sobre Joana, tirando-lhe a faca da mão. Agora ele estava no poder.
Joana tinha o olhar fixo nele, o ódio era tanto que lágrimas escorreram-lhe dos olhos.
Ela rapidamente as secou.
- Está esperando o quê?Não vai me matar como fez com meu irmão?
- Seu irmão não era tão bonito, mas eu sou tão bonzinho que vou deixar uma garota indefesa como você fugir.
- Você me paga – os olhos explodiam de raiva – Não sou indefesa. Sou mais inteligente do que você imagina.
-Imagino – falou sarcástico – Tão inteligente que deixou rastros de sua busca por vingança por onde passou. Eu te vigiei esse tempo todo, e me arrependo de ter feito isso.
-Por quê?
- Porque acabei me apaixonando por você, e agora não tenho coragem para te matar.
- Dane-se você! – falou sem nenhum sinal de compaixão.
- Você não sabe o que é o amor?
- Não sei, não quero saber, e...
- E tem raiva de quem sabe?
-Não.
- Por quê?
- Porque pessoas que amam se tornam idiotas, e sendo idiotas, é fácil manipulá-las.
- Apenas isso?
- Apenas isso.
Nada mais foi dito. Um gesto acabou com toda a história.
***
E como eles vivem hoje?
Casados e unidos pelo mesmo ódio de sempre.

Ana Caroline Cardoso Turcatti

Aconchego

Ele chegou me abraçou e chorou. Abraço tão apertado que era até difícil de respirar. Queria perguntar-lhe o porquê de tantas lágrimas, mas naquele momento, o silencio bastava.
Choro de alegria? Tristeza? Não sei. E acho que ele também não. Só sei que naquele dia, fui o refúgio de alguém. Um ser que não reconhecia, mas que me era muito semelhante, procurando apenas um lugar onde pudesse se sentir seguro, onde nada nem ninguém pudessem lhe atingir.
Depois de meu abraço sincero e seu choro contido, as palavras ainda eram desnecessárias.
Ele então recostou-se em meu ombro, e depois deitou no meu colo, procurando novamente abrigo.
Eu olhei para seu rosto, o acariciei e beijei-lhe a face.
Ele me olhou e sorriu.
Naquele momento, estava seguro.

Ana Caroline Cardoso Turcatti

O gaúcho e o paraíba

Estavam participando de uma ‘“trova” muitas pessoas.
Estava no palco um baiano, cantando a música de Bola de Sabão, de Claudia Leite. Ele terminou sua apresentação com muitos aplausos.
Chegou à vez do gaúcho.
Ele botou o pé no palco e já foi falando:
-Mas bah, tchê! Quanta prenda bonita! Isso me lembra o pampa, lugar onde nasci.
-Bom, eu vou apresentar uma música de minha própria composição.
-Toca a gaita, gaiteiro!

“Eu moro em Florianópolis
Mas Caxias é melhor,
Assino Zero Hora em Nova York
Mas bah tchê, to na pior!

Minha prenda me largou
De almoço, só como negrinho
Todo mundo acha que o Guaíba é rio
Mas é um laguinho.

Antes comia chimia
Agora só como mu-mu
Os paulistas falam você
E os gaúchos falam tu!

Vou ao açougue
E acho a carne linda!
Mas nada se compara
Aminha prenda Carmelinda!

Eu moro na Serra
Que tem a lomba empinada,
Tenho que cavalgar muito
Para me encontrar com a gauchada!

Vou lá no super
Pra comprar a carne para acompanhar o chimarrão
E quando chego lá,
O dono do super vem me dar à mão!

Já falei bastante sobre minha terra
Pois ela é muito tri,
Suas paisagens são belas
“Melhores que as do Jacuí”
O gaúcho terminou sua apresentação foi muito aplaudido, porém, entre os aplausos, surge um paraibano muito bravo, que sobe no palco, e fala:
-Vocês ainda aplaudem um sujeito desbocado como este?
A platéia se calou
-Ele desrespeita as mulheres lhes chamando de prenda, diz que nasceu no pampa, assina Zero Hora, o que é isso? Revista? Diz que só come negrinho, chimia e mu-mu, olha só que racista!
-Diz que mora em uma lomba empinada, que vai nesse tal de super! O sujeitinho tem crianças aqui!
Eis que sobe no palco uma mulher, e interrompe o paraibano e fala:
-Pessoal, ele não falou nada de errado e nem obsceno, e eu vou provar!
-Prenda, é como o gaúcho chama sua esposa, pampa, são os campos do Rio Grande do Sul, Zero Hora, é um jornal, negrinho, é brigadeiro, chimia, é geléia e mu-mu é doce de leite.
-Lomba é morro e super, é apenas mercado. Ele é apenas gaúcho.
O paraibano pede desculpas para o gaúcho, que sobe no palco e fala:
-Um quebra costelas para todos!

Lisiane Mônica Ferrari e Ana Caroline Cardoso Turcatti

Triste é quando

Triste é quando
Deixamos a infância
Quando vamos mal na prova
Quando deixamos de caminhar lado a lado com a felicidade
Quando nos sentimos sozinhos
Quando brigamos com nossa melhor amiga

Mas a verdadeira tristeza
É quando percebemos que desprezamos
Aquela pessoa que nos fazia sorrir
Aquele alguém que nunca nos deixava ficar deprimidos
E conseguia brincar e nos consolar
Nos momentos mais difíceis da vida
Mas acima de tudo aquela pessoa que fez
Cada minuto da nossa vida ser
Uma grande diversão
E sempre nos amou de verdade

Andressa Soares

Perdão

Quando ficamos tristes pensamos
Em algo que podemos fazer para ficarmos felizes
Ou batemos a porta, jogamos tudo no chão
Fazendo que tudo fique arrasado
Junto com seu pensamento talvez de culpa
Mas nós nunca pensamos primeiro no perdão
Que pode resolver muitas brigas
Fazendo tudo ficar melhor
Nunca irá ficar pior
Para a pessoa que sabe perdoar
E que é capaz para amar

Andressa Soares

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O mistério da vovó

Era um dia nublado, estava no centro da cidade quando, de repente, meu celular tocou. Era mamãe, ela queria que fosse buscar vovó.
Eu fui, mas não a encontrei. Estava desesperado!
Fui até um mafioso, ele colocou a arma em meu quadril e disse:
- Mãos ao alto!
- Mas o que eu fiz? – eu, apavorado, lhe disse.
- Nada, só queria ação!
Bom, tinha pedido por curiosidade. Passado o susto, continuei a procurar a vovó.
Eu nunca tinha visto ela ir tão longe!
Pela rua, encontrei o chapéu da vovó meio sujo de barro, fiquei apavorado.
Fui para casa e pedi a mamãe:
- Onde está a vovó?
- Ela se foi! – minha mãe logo disse entre lágrimas.
Fiquei muito triste.
Fui para fora refletir....
Não aquentei. Passaram-se dias e dias, semanas e semanas, meses e meses e nada...
Não queria mais pensar nisso, mas sofria muito!
Uma semana se passou e vovó voltou!
Voltou daquela viagem à praia!!!

Andressa Colombo Brando

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O MISTÉRIO DA SALA 212

“A sala do fim também é a sala do inicio”



Era sexta-feira 13, às 15h12min do ano de 2007, quando se ouve um grito pavoroso saindo da sala 212 da Escola Professor Mauricio Vargas. Aquela era a sala da segunda série. Todos os professores e alunos correm em direção à porta da sala. Grudado na porta havia um bilhete escrito:

Sioped od ona Ed 9002 eu voltarei.

Ninguém do prédio entendia a mensagem. Entrando na sala, tudo o que foi encontrado foi uma bandana preta.

A direção da escola resolveu que o caso seria arquivado e fez todos os alunos e professores jurarem que não contariam para ninguém sobre o assunto.

Dois anos depois (2009), era novamente sexta-feira 13, tudo o que aconteceu em 2007 foi esquecido pela direção até que às 15h12min outro grito é ouvido da sala 212. Os professores e alunos saíram correndo das salas em direção a sala 212. Chegando lá, havia outro bilhete:

Eu disse que voltaria!

A diretora, Márcia Gasparelli ficou indignada e assustada com o ocorrido:

-Outra vez... Por quê?

-Essa sala é mal assombrada! –disse o professor Mario Coff.

A escola decidiu contratar Vinicius Landim, um renomado detetive da cidade.

Chegando a cena do “Crime”, o detetive analisa o local e encontra um bilhete escrito:

A sala do fim é também a sala do inicio.

-O que é isso? -Os alunos gritam em coro fino e suave.

- Ora, é um bilhete com uma frase misteriosa. -disse Vinicius.

Analisando mais a sala do medo (como foi apelidada), o “detetive” encontrou outro bilhete em cima da estante de livros:

O mistério esta só para começar, particular é o lugar onde se vive e aprende.

De repente, Márcia desmaiou no meio da sala. Vinicius corre para socorrê-la. De repente ela se mexe e coloca um bilhete nas mãos do “detetive”.

Nele estava escrito a intrigante mensagem:

A temporada de pesca COMEÇOU. Neste ano, quem conseguir pescar O peixe crystal, ganhará 100 mil reais. Quem ganhará? É um MISTÉRIO!

Obs. A PISTA Ronaldo Chagas foi interditada pelo SEGUINTE fator:

Começou a liga nacional de perguntas e resposta do programa isto É INCRIVEL.

MAIS informação ligue para 0909094233 ou fale com É incrível.

Também será observada A LUA DO PLANETA SATURNO, TITÃ pela primeira vez em publico.

Outro fator é a liga dos times de basquete. O primeiro jogo será o time LARANJA COM o time PRETO NO VERÃO, dia 23 de agosto DE SATURNO.

-O final ficou meio confuso- disse um professor.

-Hum... Já sei! As letras em maiúsculo reagrupadas formam a seguinte mensagem:

Começou o mistério. A pista seguinte é:

Mais incrível é a lua do planeta saturno, Titã, laranja com preto no verão de saturno.

-Que dia!- disse um aluno

- Já descobri- disse Vinicius, o “detetive”-a primeira pista significa escola particular e segunda significa outono lunar Saturniano.

-A primeira tem sentido, mas a segunda não tem-disse a diretora- Vamos procurar mais pistas.

Todos continuam a procura. De repente escrita na parede há uma mensagem:

FOI MONALISA QUEM SEQUESTROU OS...

-Acho que a pessoa que escreveu essa mensagem foi atacada por alguém antes de terminar a frase. Bom, vamos analisar a mensagem, há alguém aqui com o nome de Monalisa?

- Sim, eu me chamo Monalisa. Era uma professora nova na escola, ela havia chegado um dia antes do primeiro sequestro.

- Caso encerrado. Monalisa, você é a culpada de sequestrar os alunos da sala 212.

O silencio é absoluto, até que de repente entra uma turma de pessoas pela porta. Eram os alunos sequestrados.

-Como?- diz as professoras apavoradas.

-Eu explicarei. Há dois anos fizemos uma proposta à diretora para escolher alguns alunos em segredo para estudar na Escola de Verão Francisco Saturnis por dois anos. Então bolamos que encenaríamos um sequestro da turma 212 e deixaríamos o sequestro esquecido por dois anos. Mas antes de realizar o teatro, nós conversamos com os pais, que foram convidados para irem junto com os filhos. Dois anos depois, nós mandaríamos para trabalhar Monalisa, uma de nossas professoras. Aí, bolaríamos outro sequestro da mesma turma, só que desta vez seria contratado um detetive particular para investigar o desaparecimento. Então,espalhamos bilhetes com pistas verdadeiras e falsas para confundir e combinamos com a diretora para encenar um desmaio e me entregar um bilhete. Depois, era só escrever com tinta spray a mensagem condenando a professora.

-E para que fim foi feito este “teatro”?-pergunta um professor

-Divulgar e convidar os alunos para estudar e se divertir nas férias na Escola de Verão Francisco Saturnis.

-Enquanto os alunos “sequestrados”?

-Voltarão a estudar nesta escola.

E assim foi resolvido o caso da turma 212. O que se achava um sequestro de uma turma inteira era na verdade um teatro feito para divulgar uma escola.

Andrei Marcelo da Rosa

O vampiro da Transilvânia

Olá, meu nome é Marcos e sou um vampiro. Gosto de sangue. Tenho 2000 anos, moro na Transilvânia. O Meu estilo musical preferido é Rock and roll. Tenho um filho de 100 anos. Ele se chama Luan. Eu trabalho para a ADV (associação dos vampiros).

Às sete da manhã, eu estava tomando o sangue da manhã quando minha mãe, bruna chegou e falou:

-Meu filho, sua irmã sumiu!

-Como assim?-eu disse.

-Talvez alguém tenha entrado e a sequestrou.

Enquanto debatíamos o assunto, meu filho foi atender a porta. Quando abriu, um homem pálido, gordo e alto lhe entregou um bilhete. Depois de entregar o bilhete, apareceu uma neblina muito intensa, e depois de soltar uma gargalhada, o homem desapareceu entre a neblina.

Assustado, meu filho me entregou o bilhete que estava escrito a seguinte mensagem:

“Caro vampiro Marcos:

Eu sequestrei sua irmã e só liberto ela se você adivinhar os meus enigmas espalhados pela cidade. O primeiro enigma é o seguinte:

É onde o sol nasce quadrado e a muita vigilância. Boa sorte (você vai precisar)”.

Ass: senhor “A”

-O que será isso?-perguntou minha mãe.

Meu filho nem pensou muito e já deu a resposta:

-A cadeia!

-Claro!-eu falei-O sol nasce quadrado porque as janelas são quadradas e os guardas vigiam 24 horas.

Logo em seguida corremos até a prisão de Transilvânia. Quando chegamos, vimos um bilhete colado no muro. Nele estava escrito:

“Vejo que já adivinhou, bem, lá vai o último enigma:

No meio das árvores há roupas e calçados. Boa sorte”

Ass: Senhor “A”

-Esta está difícil-meu filho falou.

-Concordo meu filho.

Depois de pensarmos muito, eu adivinhei a charada:

-É a fábrica no meio da floresta.

Corremos até a fábrica e encontramos minha irmã desacordada. De repente vimos um vulto andando, era o bandido. Seu nome era Aderbal. Ele falou:

-Gosto de desafios. Vocês me impressionaram. Eu ia pedir uma quantia em dinheiro, mas vendo a sua disposição em encontrar sua irmã e resolver os meus enigmas, eu deixarei vocês irem.

Eu peguei minha irmã e a levamos para casa. Depois de meia hora ela acordou. Ela disse:

-O que aconteceu?

-Bem-eu falei-É uma história muito longa, mas mesmo assim eu lhe explicarei. Tudo começou...



Andrei Marcelo da Rosa

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Maré

O mar profundo me machuca
Lá no fundo do peito
As ondas batendo
Lembram seus olhos
Suas lágrimas ao vento
O seu olhar de arrependimento
Que dói na mente
Que de repente
Tenta me envolver.
Seu jeito de amar
É de amargar
De detonar
Com o meu
Jeito de pensar

Ingrid Citolin Gonçalves

O Medo

A noite me contou
Que logo aconteceria algo
Muito triste e mortal
Exclamou a escuridão

O vento soprava
Muito mortal e malévolo
Para piorar minha notícia
Coitado de mim

O medo me adora
Sempre aparece em mim
Para contar notícias ruins
Que me apavoram

Andrei Marcelo da Rosa

A tempestade

Na tempestade eu vi
A chuva que descia e desviava...
Desviava e beijava o ar

A terra subia e revoava
O ar gelado gritava enfurecido
E de repente a janela se abre

As cores...o barulho...as luzes...
Tudo aconteceu tão rápido!!!
O mar levantou e abraçou a lua

Você deveria ter visto quando
Eu subi ao céu
E numa viagem pelo universo desapareci

Andressa Colombo Brando

A magia da tempestade

Eu estava dormindo,o rugido do leão me acordou
Você deveria ter escutado
Quando um raio passou ali
Clareou o céu,como uma luz florescente

Na tempestade eu vi raios
Pareciam estrelas brilhantes de magia
As cores iluminando o céu
E as nuvens pretas tapando como um véu

Laura Gedoz de Godolphim

A carta da chuva

A tempestade me mandou uma carta
Registrada como um beijou no céu
Poesias só para eu ler
Escritas para o tempo passar
Poesias para nunca esquecer
Rimas para sempre lembrar

Igor Augusto Salvatori

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ao seu lado

Cada dia que passa, passo ao seu lado! Sinto cada vez mais, mais do que eu esperava, ou espero sempre mais. Espero que em um dia desses, eu não comece a sentir menos, cada vez menos, não seria justo comigo, não seria justo perder o que eu sinto, não seria justo tudo acabar depois do que já aconteceu, depois das loucuras, das brigas, dos perdões, depois do quanto sofri. Seria justo perder?
Não quero pensar em um dia acordar e não sentir a mesma coisa ao ver você, não quero imaginar que um dia talvez eu não me importe com a sua companhia. Teria sentido sem você?
Meu mundo gira cada vez mais rápido, na velocidade dessa paixão! Gira... E nunca quero que exista um fim! Não quero perder seus beijos, nem seus abraços! Não me importa se posso um dia cansar desse amor, mas agora só me importa é o ter, e não pensar jamais em um dia perder.
Eu descobri o que é o amor, tendo você aqui. Descobri o que é lutar quando você apareceu. Descobri o que é sorrir quando vi seu olhar. Eu não vou esquecer tudo o que eu passei com você, não importa o que aconteça, é ao seu lado que eu vou ficar, vou a qualquer lugar, eu conto as horas pra lhe ver chegar.
Algo que marcou em mim! Não vou poder mudar o que você fez, nunca vou abandonar, não vou esquecer você aqui, sempre me fazendo sorrir.
Sua voz, seus olhos, seu jeito e suas manias me fizeram crescer e perceber que o que eu quero posso ter. Percebo que um dia, talvez, você vai ver o quando me fez bem, e, então, eu vou retribuir o máximo que puder, vou tentar retribuir o que de bom você trouxe pra minha vida.
Seus conselhos e as provas que você deu, suas palavras e suas músicas, seu jeito de me repreender e tentar me mostrar o melhor caminho. As coisas simples que você mostrou ser capaz de perceber mudaram a minha história, mudaram o sentido das nossas vidas, tornaram tudo diferente e foi o melhor jeito de me provar que, não importa o que acontecer, ou quanto tempo passar, as verdadeiras coisas não vão mudar, elas vão estar ali! Sempre! Basta só enxergarmos e aprendermos com elas.
As melhores coisas que já vivi foram todas ao seu lado! Muitas vezes foram tão simples que mal percebemos, mas o importante é que elas aconteceram e foram especiais, elas mudaram um segundo, talvez um dia, ou um mês, e, quem sabe, até uma vida!
Elas foram todas com você, e isso é o mais importante, o mais especial!
E você estará aqui: Sempre em meus pensamentos e nas minhas melhores recordações! Você foi tudo, você me mostrou o melhor verso, você ensinou as melhores notas, você recitou os mais belos poemas e cantou as mais belas canções!
Você me ensinou a viver!

Lenara de Oliveira

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desejo de leveza

Eu sou esquisito. Pelo menos falam que sou esquisito. Quando chego em lugares públicos, as pessoas me olham e "fogem" de mim, pelo simples fato de eu ver espíritos de pessoas que já deixaram esse mundo, Para mim isso é normal.
A primeira vez que me senti nessa situação, meu sangue ferveu, minha cabeça entrou em colapso, e me vi de relance no espelho, percebi que estava pálido. Soube que não era uma pessoa física, quando ela atravessou a parede. Decidi, por um impulso, segui-la.
Quando a encontrei, me senti mais leve e à vontade para conversar com ela. Batemos um longo papo, conte sobre minha vida, e ela me contou sobre sua... morte. Quando percebi, já estava amanhecendo e ela tinha que ir embora.
Perguntei se ia vê-la novamente, mas não deu tempo dela me responder... Passaram-se três dias até poder vê-la novamente, agora ela estava acompanhada por um amigo. Conversamos novamente, agora, sem nenhuma vergonha, como se fossemos amigos a muito tempo...
Na terceira vez que nos vimos, perguntei se ela não poderia viver comigo, sussurrou-me que só poderíamos viver juntos se eu morresse. Fiquei pasmo com a revelação, e disse que iria pensar na proposta.
Fiquei uma semana pensando na tal pergunta, que insistia em não sair de minha cabeça. Chegando o dia de dar minha resposta, me decidi... Eu realmente iria aceitar, virar um fantasma, se fosse para passar a eternidade ao lado dela.
Quando ela apareceu novamente para mim, veio direto ao ponto e disse que minha resposta era sim, e então ela começou a transformação, cai no chão desmaiado.
De repente, acordei e, num pulo, levantei assustado de minha cama. Gelado, percebi que tudo não passou de um sonho , mas, para minha surpresa, comecei realmente a ver espíritos onde quer que eu vá, fui considerado louco, e internaram-me neste hospício, de onde escrevo minhas memórias.

Maira Malfatti

A lágrima

A lágrima não é nada mais nada menos que o coração expressando a dor, guardada e encadeada.
A lágrima é o modo mais simples que alguém pode demonstrar o que sente, como vê o mundo, o que espera dele... Mas como nem tudo que não te faz bem não durará eternamente, levante a cabeça e mantenha o foco, pois um dia você poderá ser surpreendido com um sorriso, e isso te fortalecerá. E a lágrima que um dia escorreu do seu rosto, se tornará um lindo sorriso, e será sua força para continuar.

Aline Pacini

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Chuva

Pauline era a mais adorada da escola, mas a a mais odiada por Christofer, o que lhe atingia em cheio o coração.
O mais popular da escola, o melhor jogador de futebol, o mais tudo!
Pauline era apaixonada por ele desde a 4ª série, o ano mais marcante de sua vida.Nesse mesmo ano sua mãe morreu, seu pai a abandonou e ela era só mais uma problemática da escola.
***
Era fim de tarde, ele estava deitado no sofá, chovia forte. Um arrepio percorreu seu corpo. Sentiu-se com medo.
***
Pauline foi chamar sua irmã que brincava na chuva. Estava relampejando.
- Vamos Louise! - Falou à irmã, pensando longe.
Entre seus vastos pensamentos, lembrou de Christofer, queria que naquele momento estacas caíssem sobre ela.Seu pedido foi atendido.
Misteriosamente, estacas cairiam sobre Pauline, acabando com sua angústia.
As estacas lhe acertaram em cheio, mas aliviaram sua dor.
Ela estava em paz, ou não tão em paz assim.
Tinha se afogado em suas próprias mágoas e tristezas.
As crateras dentro de seu coração deram por consumí-la.
Ela já não era mais nada.

Ana Caroline Cardoso Turcatti

Smile :D

Toda noite, a mesma hora eu acordava e via aquela mulher toda branca com um vestido translúcido e brilhante, com aqueles enormes olhos azuis olhando para mim.
Apenas eu a via. Chamei meus pais, meus irmãos, meus tios para dormir no meu quarto e ver se alguém a enxergava, mas ninguém a via. Que ódio! Que raiva!E o pior de tudo, ninguém acreditava em mim! Achavam que eu era um menino mentiroso e fingido. Mas o medo me corroia por dentro! Aquele medo... Eu achava que aquilo ia me fazer algum mal.
Em uma quinta-feira, ela apareceu de noite a mesma hora, no mesmo lugar. Só que aquele dia foi o pior, pois a imagem dela não estava tão embaraçada, parecia real, de verdade e aquele vulgo começou a se aproximar... Cada vez mais perto, parou na minha frente e me deu um lindo sorriso. Comecei a chorar, apavorada. De repente, ela desaparece, some, do nada, e eu sem nenhuma reação, sem ter o que fazer, continuo abraçado em meu travesseiro.
Minha mãe entra no quarto, tenta me consolar, mas nada resolve, continuo chorando, tento, tento, mas não consigo parar. A noite inteira em claro sem nem ao menos uma soneca, no escuro, chorando e com medo.
No dia seguinte, nem fui para a escola. Minha mãe quis me levar para uma consultora de búzios. Chegando lá, aquela mulher gorda, feia, com cabelo preto encaracolado curto, umas unhas compridas pintadas de vermelho e um vestido longo preto com rendas, me olhou, olhou, analisou e adivinhou tudo que havia acontecido, nos mínimos detalhes! Tudo exatamente como aconteceu, ela só não sabia se aquela imagem, ou espirito como a vidente falou, queria meu bem ou meu mal, então ela pediu para visitar o meu quarto. Logo na porta, a mulher sentiu aquele clima no ar... Falou que era uma mulher jovem, bonita, que me conhecera quando pequena e queria que eu fosse seu filho e só queria o meu bem. Mas porque aquela hora? - Não sei, ninguém sabe,nem mesmo a vidente.
Chamamos um padre e pedimos para ele benzer o lugar e orar para que aquela alma encontrasse sua luz.
Mamãe disse que havia minha tia-avó, jovem,bonita, que me conhecera quando pequena e queria que eu fosse seu filho. De repente podia ser ela, ou não. Mas ninguém nunca vai saber.
Depois que o padre benzeu o lugar e orou muito, a linda jovem nunca mais apareceu no canto escuro entre a janela e o roupeiro. De vez enquanto, ela aparece nos meus sonhos e pergunta para mim se eu estou bem, respondo que sim ela me dá um beijo estalado com aqueles lindos lábios, um belo sorriso e simplesmente some.
Marina R. Pereira

Memories


Todo lugar que eu ia, cada cômodo da casa que eu via era mais uma lembranças dela que eu acabava tendo. Lembranças de seus olhos, de seu jeito, dua voz, lembranças dela, que nunca me deixaram ficar uma noite tranquilo, sem pensar na morte estranhamente familiar que ela teve, uma morte calma, mas perturbadora, normal, mas estranha...
Ver seus olhos se fechando lentamente, e a água atingindo seu corpo mais lentamente ainda, ver ela afundando cada vez mais...
Não conseguia mais pensar naquele momento, o momento que ela, sem eu entender, me puxou, para que junto dela, eu pudesse ficar para o resto de um tempo, que eu não faço idéia do quanto durará.
Mas agora as minhas lembranças já estão falhando, está amanhecendo e, eu já estou sumindo.
Lenara de Oliveira